It's just a dream, lala <3

- E você entendeu o plano, certo? – eu respirei fundo e tentei disfarçar enquanto confirmava nosso segredo com Jim, que olhava distraidamente para o lado. Ninguém precisava saber de nada, só eu e ele, certo?

- Como não entender se você já repetiu a mesma coisa vinte e sete vezes só hoje? – ele riu enquanto acenava com a cabeça para um casal de senhores que passava ao seu lado. – Eu só estou aqui, dançando com você nessa noite, porque você pretende me usar para fazer ciúmes no Chace.

- EEI, eu não estou te usando. Eu só... pedi um favor e você aceitou. – eu sorri para Jim, que voltou seu olhar para mim e arqueou as sobrancelhas, antes de explodir numa gargalhada. – Silêncio, Jim, logo chamarão nossos nomes.

Ele colocou a mão direita sobre a boca, tentando acalmar seu riso, enquanto eu esquecia sua presença ao meu lado e tentava prestar atenção nas palavras da Sra. Donovan. Impossível. Chace estava pouco a frente, com os braços entrelaçados ao braço fino de Jessica e fitando seus sapatos. Como não prestar atenção nele? E sim, ele era meu ex-namorado e eu precisava mostrar a ele que estava bem sem a sua presença, o que não é exatamente uma verdade. Só por isso eu pedi a ajuda de Jim, que riu ao ouvir meus planos, mas ainda assim aceitou dançar comigo hoje à noite e também fingir ser um quase-namorado. Talvez Chace ficasse com ciúmes, chorasse um pouquinho e pedisse pra voltar comigo, que aceitaria, com certeza!

Quando a Sra. Donovan estava prestes a chamar o meu nome e o de Jim, eu senti a mão dele descer pelo meu braço e apertar meus dedos com uma força confortável, enquanto ele continuava olhando pra frente e fingindo que nada estava acontecendo. Ele sussurrou para mim, então, mantendo seus olhos bem fixos na pista de dança que começava, gradativamente, a se encher de jovens casais:

- Então vamos fazer isso de verdade...

- Taylor Miller e Jim White, por favor, tomem seus lugares na pista de dança. – era a voz da Sra. Donovan, anunciando nossa entrada. Agora era A hora!

Eu sorri, educadamente, e passei um dos meus braços no pescoço de Jim, já que a outra ele ainda mantinha apertada entre seus dedos quentes, e começamos a rodar pelo salão, como todos os outros casais.

Chace estava ao nosso lado e eu tentava olhar discretamente para ele, quando eu senti uma das minhas pernas perderem o chão e erguerem-se rapidamente para o ar. Já a outra não suportava peso nenhum, estando grudada no chão apenas por estar, e eu pensei ter escorregado numa das caldas dos outros vestidos ao meu redor e ter levado um escorregão. Segundo a ordem cronológica dos filmes americanos, agora era a hora de cair estatelada de costas no chão, perder o ar e ficar com uma cara abobalhada no rosto, enquanto Chace e os outros casais ao meu redor riam da situação.

Mas não. Eu não cai de costas no meio da pista de dança, mesmo que um dos meus pés continuassem no ar e outro, bobo, apenas apoiando meu corpo. Um braço segurava minha cintura e, provavelmente, também todo o peso do meu corpo.

Eu olhei para o lado, tentando descobrir o que acontecia e vi Chace olhando com uma cara estranha para mim, ouvi a Sra. Donovan interromper a entrada de outro casal, provavelmente direcionando toda a sua atenção para o sei-lá-o-quê que acontecia comigo, e senti os dedos de Jim ainda entrelaçados nos meus.

Antes que eu pudesse perceber, algo quente pressionava meus lábios com força, o braço ao redor da minha cintura me apertava contra outro corpo e um perfume amadeirado dominava todo o ar ao meu redor. Só podia ser...

Jim. Estava. Me. Beijando?

Aparentemente, só podia ser!

Eu me levantei num tranco, desenlacei meus dedos dos dedos de Jim e sorri, num pedido de desculpa, para a Sra. Donovan, que me olhava com seus olhinhos miúdos arregalados.

Eu queria correr dos braços de Jim que já enlaçavam minha cintura novamente, mas aí Chace saberia que aquilo tudo era uma farsa para atingi-lo e... eu não queria isso. De forma alguma! Então, a contra-gosto e com uma careta no rosto, eu abracei o pescoço dele e assim que o baile voltava a sua normalidade, eu sussurrei com a minha voz mais ameaçadora possível.

- O-que-foi-aquilo, Jim White? Você não tinha...

- Amor à arte. – dizendo isso, ele reprimiu outra de suas risadas escandalosas e beijou rapidamente meus lábios, antes que eu puxasse o pé do seu cabelo disfarçadamente e sorrisse, como se tudo estivesse muito bem.

Ele pensava o quê? Idiota!

 

O fim dessa história todo mundo já conhece.

E eles finalmente se entenderam, viveram felizes para sempre e blá! <3

 

--

Guys! <3

Eae, tudo bem? Bom, não pensem que eu abandonei tudo por aqui, é só que... tá corrido demais para manter tudo aquilo que eu quero e preciso fazer. Sabe como é. Espero que gostem, e isso daí, bom... foi escrito a partir de um sonho (daí o nome do texto.). Eu era a Taylor e o Jim era... HAHA, vocês morreriam de rir se eu contasse quem era. Melhor guardar segredo.

Beijobeijobeijo, see you soon! :)



15h54 |




Two Is Better Than One (cap. 4)

- Hillary, você não vai à escola hoje?

- N-não. – eu me revirei na cama, enviando minha cabeça no travesseiro e me encolhendo ainda mais dentro do edredom que me rodeava.

- Como assim não? Vai sim!

Eu reclamei algo baixinho e me remexi na cama novamente, tentando mostrar à minha mãe o quanto aquela cama estava macia e confortável.

- Vamos, levanta e se troca. – num repente, eu senti o edredom ser puxado e um arrepio correu minha espinha. Despertando num pulo, eu sentei na cama e vi minha mãe segurar o edredom num braço e na outras, um grande pacote vermelho, envolto por uma fita azul-marinha. – Feliz aniversário de dezessete anos, minha filha!

Ela largou o edredom e a caixa de presentes no pé da minha cama, e pulou para cima de mim com os braços abertos. Depois de falar e inclusive chorar um pouquinho, ela entregou o pacote de presente e apressou-me, dizendo para que eu não demorasse demais.

Desfazendo o laço azul cuidadosamente, eu vi uma pequena caixinha dentro do pacote. Um celular. Justamente o que eu queria.

Ah, minha mãe era demais!

Colocando o pacote de presente em cima da minha cama ainda, comecei a me arrumar para ir à escola. Droga.

Eu já não adorava mais ir à escola, como acontecia quando estava na segunda série, e também já não suportava mais a escola. Estava tudo irrespirável por lá! Minhas melhores amigas já não eram mais as mesmas – mesmo depois daquele episódio sobre as fofoquinhas que me excluíam, que já tinha sido resolvido – elas ainda teimavam em conversarem escondidos de mim. O professor de Matemática que, por mais que fosse o 'gordinho-careca-e-baixinho' mais fofo que existia, não conseguia fazer com que eu entendesse nada do que ele dizia sobre os números. E justamente por isso eu corria o risco de... de... repetir. E agora, Brandon. Eu ainda não conseguia entender como ele conseguira esquecer o meu aniversário.

E... poxa vida, o que são essas olheiras gigantescas bem abaixo dos meus olhos?

Ah, sim. Claro.

Eu chorei boa parte da noite. Por tudo.

Pelas melhores amigas que eu não tinha mais.

Pela Matemática que fazia minha vida se tornar... detestável.

Pelo Brandon.

- Hillary, querida, você vai se atrasar!

- Já vou, mãe...

 

..

 

Aula de matemática.

Eu devia me concentrar o máximo possível nas formulas que o professor passava, mas aquilo parecia uma missão impossível. Minha cabeça rodava, tentando achar uma única resposta que fosse para tudo aquilo que estava acontecendo.

Assim que cheguei à escola, fui recebida pelas minhas amigas logo no portão de entrada. Foram 'Parabéns Hillary!' para lá e 'Tudo de bom pra ti, amiga!' pra cá, braços envolvendo os meus ombros afetuosamente e tudo o mais.

Só que... faltava algo. Brandon.

Quando chegava o dia do meu aniversário, os braços dele eram os primeiros a enlaçarem o meu corpo e me tirarem do chão, enquanto ele dizia o quanto queria que fôssemos amigos para sempre. Eu já tinha me acostumado com a sua presença quando o tal dia chegava, e hoje fora diferente.

Era a hora do recreio e nada do Brandon aparecer.

- Hillary, parabéns por mais um aniversário. Tudo de bom, felicidade, paz e... ah, você sabe.

Estávamos no refeitório, quando ele puxou meus braços e abraçou minha cintura 'formalmente'. Sem brincadeiras, gargalhadas e nem sorrisos tortos. Ele estava estranho. Demais. E eu sabia que alguma coisa estava acontecendo, e ele não queria contar para mim. Ora, melhor amiga é pra isso, não é?

- Brandon, aconteceu alguma? Fala sério, você pode confiar em mim.

- Ahm, não aconteceu nada... – ele desviou seu olhar do meu e começou a fitar nossos pés, enquanto eu impacientemente esperava que ele dissesse o que estava acontecendo. – Eu tenho que ir agora, então... tchau!

Ele virou as costas e saiu, me deixando pateticamente parada com as mãos na cintura, fitando sua partida. EEI, o que ele tinha? Pelo amor de Deus!

- Ah, Hillary. – eu tenho certeza que meus olhos brilharam quando eu vi ele se virar novamente para mim. Ele ia me contar o que estava acontecendo, não ia? – Hoje, para revisarmos a matéria da prova, vá para a minha casa. Oito horas.

E então ele se virou e saiu.

Não, ele não ia me contar o que estava acontecendo.

- Hillary? – de repente eu senti uma mão cutucar o meu ombro, tirando-me de meus devaneios e conclusões. Era Jane, minha amiga. – Hillary, a aula já acabou. Você vai ficar aqui na escola, é?

- N-não.

 

..

 

- Oi tia, tudo bem com a senhora?

- Ah minha sobrinha, como você está grande e bonita. – nisso, minha tia abraçou meus ombros com, o que eu supus, ser toda a força do seu corpo e beijou minha testa. – Parabéns querida, muitos anos de vida e...

Eu já estava acostumada com todo aquele carinho e mimo exacerbado, já que ficara a tarde inteira recebendo meus tios, o que resultou em dois abraços de urso, nove perguntas sobre o meu namorado (a-rrá, namorado?) e incontáveis beijos molhados distribuídos por todo o meu rosto.

Mamãe percebeu a minha cara e logo puxou a tia Neva pra cozinha, contando como a nova centrífuga que passa na TV é ruim e difícil de lavar. Ufa, acho que ela era a última.

Eu olhei no relógio e percebi que já eram quase oito horas. Ou seja, estudo na casa do Brandon. Suspirei. Ah.

- Mãe, eu tenho que ir pra casa do... Brandon revisar a matéria. Acho que volto pro jantar, já que só vamos revisar a matéria. Tchau.

- Tudo bem minha filha, bons estudos. – nisso ela piscou para minha tia 'disfarçadamente', que soltou uma risadinha fina e desejou bons estudos pra mim também. Ahm, perdi muita coisa?

Peguei meus livros e joguei tudo dentro de uma bolsa, saindo furiosamente pela porta da sala. SERÁ QUE ALGUÉM PODIA FALAR PRA MIM O QUE ESTAVA ACONTECENDO? Amigas agindo estranhamente, a matemática incompreensível, um melhor amigo também agindo estranhamente e agora isso. Minha mãe tem segredos de mim!

Dentro de cinco minutos cheguei à casa de Brandon, e o vi sentado embaixo de uma arvore. Meus olhos fuzilaram o dele, que olhavam ternamente pra mim. Eu não vacilei, nem mesmo com aquele sorriso torto nem com todo aquele brilho no olhar. Eu tinha raiva dele naquele momento, muita raiva.

Passei por ele, deixando-o pra trás e corri logo pra porta de entrada, já que não queria mesmo ficar muito tempo ali, jogando conversa fora.

- EEI, você podia me esperar? – eu já tinha minha mão na maçaneta da porta quando senti Brandon tocar meu ombro e olhar curiosamente pra mim.

- Não podia, não.

Ele soltou uma pequena gargalhada, fazendo meus olhos pinicarem novamente por lágrimas que demonstravam minha raiva, que crescia a cada milésimo de segundo.

- Eu sinceramente queria entrar logo pra estudar essa porcaria de Matemática, será que você podia não atrapalhar? – nisso eu me desvencilhei da sua mão e abri a porta, tateando no escuro da casa o interruptor que fica à esquerda da porta.

Aqui está você.

- SURPREEESA!

 



15h36 |




Revolution

Eu não conseguia acreditar no que meus olhos viam

Não era possível, muito pelo contrário

Você, ali, impossível...

Carregando um buquê de flores e um sorriso no rosto

Você abraçou minha cintura e disse que sentia minha falta

Aquilo era um sonho?

"Por favor, diga que não

Diga que isso é verdade, a mais pura verdade"

Eu queria empurrá-lo, beijá-lo, culpá-lo, amá-lo...

Mas eu só conseguia sentir sua colônia francesa impregnar o ar

E as palavras saírem cuspidas pela minha boca:

"Como você pôde me deixar aqui, sozinha?

Eu disse que te amava..."

Lágrimas quentes pinicaram nos meus olhos, mas eu não podia chorar

Eu só queria uma explicação e seus braços ao meu redor

"Desculpe-me ter sido o cara mais imbecil e idiota do mundo

Eu não tinha ideia da joia que tinha em mãos"

Enrolando meus dedos nos seus cabelos negros,

Eu afundei meu rosto no seu ombro e me embriaguei de Chuck

O máximo possível, pois tinha medo de tudo aquilo ser uma doce ilusão

Mas não: ele estava ali, afinal!

Não era um sonho, e mesmo que fosse, eu preferiria não acordar

"Eu te amo, garota.

E prometo que estarei com você para sempre!"

Eu senti minhas pernas perderem a força e borboletas se sacudirem dentro do meu estômago

Quando sua voz divertida e rouca sussurrou no meu ouvido

Eu tive a certeza de que aquilo era um sonho

Ele. Me. Ama? Eu ouvi isso?

"Por favor, faça isso ser real. Eu não posso te perder novamente."

Logo seus lábios quentes e macios colaram nos meus

Fazendo com que eu tivesse certeza de apenas uma coisa:

É de você que eu preciso.

É nos seus braços que eu devo ficar,

É na sua boca que meus lábios querem estar,

É com a sua voz que eu quero dormir e acordar.

Porque só você desperta essa revolução dentro de mim <3

 

--

OOOOOOI galera!

Eu sei que tenho que postar outra parte do Two Is Better Than One, mas é que eu escrevi esse poema hoje, inspirada em algumas fotos que andei vendo do casal Chuck <3 Blair, e fui obrigada a postá-lo aqui. OIAJSOIJAIOJS

Não sei se tá bom, pra falar a verdade, porque eu nunca soube escrever poemas (nem sei se isso pode ser considerado poema.), mas mesmo que isso não seja um poema, eu gostei dele. :) Principalmente porque eu escrevi ele pensando no Chuck e na Blair, loveandlove *-*

É isso galera, eu volto logo com a continuação do Two Is Better Than One, okay? ;* <3



19h01 |




Two Is Better Than One (Cap. 3)

- Já terminaram? – minha mãe gritava da cozinha quando percebeu que tínhamos acabado de estudar por aquele dia. Já fazia uma semana que estávamos estudando todas as tardes, e boa parte da matéria já tinha encontrado um lugar efetivo na minha cabeça. E o monstro da repetência ia ficando cada vez mais longe quando eu percebia que aprendia uma nova fórmula. HAHA!

- Sim, mãe. Eu vou com o Brandon até à casa dele, e volto pro jantar.

- Tchau, Emily e até amanhã.

- Vocês vão estudar amanhã? – minha mãe parecia histérica quando Brandon mencionou a palavra amanhã. – Amanhã? Não, não e não!

- Mãae! – eu gemi, vendo suas bochechas rosadas sujas com um pouco de farinha de trigo e sua roupa com alguns pingos de chocolate. Ah, claro. Amanhã.

- Desculpe Brandon, mas amanhã os tios da Hillary vão vir aqui, por causa do seu aniversário. – como se um clique tivesse ocorrido dentro da cabeça da minha mãe, ela fez uma careta e indagou, curiosa: - Brandon, você esqueceu do aniversário da Hillary?

Nesse momento, eu vi uma careta se formar também na cara de Brandon e logo percebi que sim, ele tinha se esquecido. Meu estômago se retorceu dentro de mim e eu senti meu rosto queimar. Como assim o Brandon tinha esquecido meu aniversário? Ele nunca se esqueceu dos meus aniversários, muito pelo contrário, ficava falando sobre ele duas semanas inteiras antes do tal dia. Era estranho ver que... isso já não importava tanto pra ele.

- Não é isso, é só que... Eu pensei que depois de amanhã... – ele fitava seus próprios pés enquanto tentava arranjar uma desculpa para o seu esquecimento.

- Oh não, é amanhã e...

- Ok mãe, ele já sabe que meu aniversário é amanhã. – Deus, eu estava um tanto quanto... grosseira. Até minha mãe percebeu, e logo tratou de sibilar um adeus rápido a Brandon e voltar aos seus afazeres. Ou seja, o meu bolo.

Ficamos parados algum tempo ali na sala, sem falar ou mesmo trocarmos olhares. Ele envergonhado, e eu enraivecida. Tudo bem, confesso que não sou tão paranóica com todo esse papo de 'bolo-aniversário-e-parabéns', mas naquele momento eu sentia que o dia seguinte era realmente importante. Como eu nunca sentira antes.

Afinal, como ele pôde? Como ele pôde esquecer o meu aniversário? COMO?

- Ahm, eu tenho que ir Hillary.

- Tudo bem.

Eu corri para o portão, tentando olhar para ele o mínimo possível, já que ele não precisava notar o meu rosto corado de raiva. Ele me seguiu silenciosamente, e quando já estava na calçada, ameaçou dizer algo. Eu senti um brilho de esperança nascer nos meus olhos, esperando que ele dissesse que aquilo que acontecera na sala era simplesmente brincadeira. Uma brincadeira de mau gosto.

- Já que amanhã seus tios vão vir visitar-lhe, eu acho que poderíamos dar uma revisada na matéria na minha casa. – ele deve ter visto meu rosto esquentar novamente, porque logo concluiu sua ideia e despediu-se rapidamente.

Quando ele já dobrava a esquina, eu fechei o portão lentamente, tentando colocar minhas ideias no lugar: então, ele realmente esquecera o meu aniversário? Não era brincadeira? Não?

Senti meus olhos pinicarem pelas lágrimas, mas logo engoli o choro e o nó na garganta que se formara junto com as lágrimas. Eu não ia chorar.

Eu. Não. Ia. Chorar.

Ops, tarde demais.

 

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Viva? Eu?

Ah, eu tô sim, mas algumas coisas como falta de imaginação e tudo o mais fizeram que eu praticamente desistisse daqui. Mas, depois do Murilo tanto falar para eu voltar à ativa, resolvi postar outra parte de Two Is Better Than One enquanto não criava algo novo.

Espero que gostem, guys!

Beijoqueijo ;*



11h58 |




Believe in Me (Parte 2)

Poucos segundos depois, ele encostou o carro e olhou para mim, através do retrovisor. Suas sobrancelhas estavam arqueadas, indicando que ele sorria, e seus olhos cor-de-mel brilhavam com a luz do sol. Eu não pude conter um sorrisinho torto, enquanto jogava o preço da corrida no banco da frente e pegava minha bolsa e minha pasta, abrindo a porta do carro. Respirei fundo e fechei meus olhos.

Espero que o Sr. Jonas esteja calmo, na medida do possível.

Eu fechei a porta com uma força exagerada, já que o silêncio mínimo não fora o suficiente para exterminar toda a minha raiva, e só quando abri meus olhos percebi que não estava onde devia estar. Minha boca abriu instantaneamente quando eu percebi o campo dos meus sonhos, se abrindo ao meu redor e tomando todo o lugar que devia pertencer à um prédio feio e velho. As mesmas flores, as mesmas pilhas de neve, tudo! Estava tudo ali, como se eu estivesse sonhando outra vez.

Eu virei para procurar qualquer vestígio da cidade, mas a única coisa que eu encontrei foi os olhos cor-de-mel, fitando-me curiosamente.

Ele andou poucos passos em minha direção e eu recuei, assustada. Como? Ele não fazia parte do meu sonho, o que excluía a ideia de eu estar sonhando novamente. E eu me lembro de não ter mencionado meu sonho para ele durante nossa breve conversa. Então... como? Ele era algum captador de sonhos, um tipo muito estranho (e encantador) de mutante?

Eu balbuciei qualquer coisa – coisa que nem eu entendi - e deixei a bolsa e a pasta escaparem de minhas mãos, observando o dono daqueles olhos brilhantes se aproximar de mim. Ele sorriu gentilmente e pegou uma das incontáveis flores coloridas que nos cercavam, colocando-a atrás de minha orelha, e sussurrando.

- Você tem razão. A vida real é dura e cansativa, não quero discordar de você. Mas... mesmo com todas as perdas, as batalhas e as dificuldades, ela não deixa de ser mágica. A magia está em todo lugar e só precisamos enxergar, com os mesmo olhos de criança que tínhamos quando acreditávamos em Papai Noel.

- Não é... – eu inspirei, tentando manter minhas lágrimas dentro dos olhos, e voltei meu olhar para o chão, ganhando tempo enquanto tentava organizar todas as peças desse gigantesco quebra-cabeça dentro da minha mente. – Não é fácil acreditar, eu não consigo.

Ele tocou meu queixo e ergueu-o, obrigando-me a olhar seus olhos dóceis e... mágicos. Um sorriso se espalhou por seus lábios e eu não pude não sorrir, esperando que ele dissesse a coisa certa, como fez durante uns vinte minutos. Parecia tão óbvio agora que ele estivesse certo.

Mas ao invés de apenas falar, ele se afastou e estendeu uma de suas mãos para mim, indicando algo atrás de mim. Eu olhei por sob o ombro e notei que o prédio cheio de departamentos, onde eu deveria estar agora, se erguia imponente atrás de mim, com todas as suas janelas fechadas e vidros enegrecidos. O carro vermelho também estava novamente atrás de si, assim como todas as lojas, as árvores e os bancos. Eu sorri e peguei minhas coisas no chão cimentado, esperando apenas um convite. Eu podia sentir meus olhos brilhando, assim como quando encontrava vários presentes embaixo da árvore de Natal da minha mãe. Sim, o Natal era mágico, e eu queria de novo aquela magia!

- Acredite em mim, venha comigo! – ele disse, piscando e abrindo a porta dianteira do carona, enquanto eu corria e jogava minhas coisas no banco de trás. Fechando o cinto com um entusiasmo fora do comum, eu suspirei e ansiei pela minha magia natalina, que por anos ficara guardada num canto escondido do meu coração.

 

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Giiiiiiiiiiirls! *-*

Poisbem, eu estou viva e voltei. É que, não sei, estava querendo abandonar o blog por uns tempos (sabe, falta de criatividade me mata!) mas eu não podia não desejar Feliz Natal pra vocês, com tudo de bom que existe no mundo: paz, alegria, surpresas, sorrisos e amor, muuuito amor!

Beijoqueijo e aproveitem muuuuito o Natal, porque eu, particularmente, acho esta data mágica vezes dois! <3



20h20 |




Believe in me (Parte 1)

Eu estava sonhando, e essa era a única coisa que eu sabia. Estava num campo lindo e estranhamente mágico, com pequenas pilhas de neve aqui e acolá. Isso sem falar de umas flores pequeninas e coloridas que enchiam meus olhos. Aquilo era lindo. De verdade.

Eu caminhava lentamente por entre as flores, com um sorriso maravilhado nos lábios, quando uma música agitada e tecnológica começou a tocar, preenchendo todo o vazio do meu sonho. O quê? Não, o meu sonho tão mágico, irreal e que me lembrava histórias infantis não viria acompanhado com aquela música irritantemente insistente.

Eu abri um dos olhos, tentando localizar a música ao mesmo tempo em que tentava inutilmente manter meu sonho de magia preso na minha memória. Inútil. O jardim dos meus sonhos desapareceu como uma nuvem de fumaça, dando lugar à imagem do meu quarto. A televisão estava ligada e um casal vestido com roupas impecáveis falava animadamente, enquanto dividia o espaço da televisão com imagens de um lugar lindo. Luzes coloridas estavam espalhadas por um parque, uma árvore enfeitada com bolas douradas e vermelhas tomava quase toda a visão e alguns flashes disparavam.

Claro, hoje é véspera de Natal.

A música continuava tocando e eu joguei o edredom de lado, sentando na beirada da cama enquanto me concentrava em achar meu telefone, mas não foi preciso muito esforço. Cambaleei até a mesa do corredor e encontrei o telefone. Reprimindo um bocejo e tentando parecer acordada, atendi o telefone.

- Ahm, alô?

- Alô? Jane, é você?

- Sim, sou eu. Mas, quem é?

- Janeth, por que tanta demora pra atender esse telefone? Hein? Eu quero que você venha imediatamente para a empresa, aquele cliente japonês decidiu fechar contrato agora. AGORA, você me entendeu?

- Ah, mil desculpas Sr. Jonas, mas hoje eu não trabalho. Véspera de Natal, se lembra? – eu pareci animada, reparando que hoje teria um dia inteiro para me entupir de chocolate e séries inúteis.

- E daí que é véspera de Natal? Venha JÁ para cá, se não quiser perder seu emprego tão valioso. – eu tremi ao perceber seu tom de voz ameaçador. Afinal, o que faria se perdesse aquele emprego? – E outra, desde quando você se importa com o Natal?

Eu gaguejei e não consegui encontrar uma resposta. Justamente porque ele estava certo: eu não me importava com o Natal, e para mim o dia vinte e cinco de dezembro era só mais um dia comum, assim como o dia vinte e quatro. Claro que não foi sempre assim; quando era menor, escrevia cartas ao Papai Noel e ficava encantada com todas as luzes, os presentes e as mesas fartas, mas desde o... acidente que meus pais sofreram, percebi que o mundo não era nada mágico e que a vida real era dura. Eu não podia mais brincar, devia encarar a realidade. Sozinha.

Eu segurei uma lágrima tímida e desliguei o telefone, jogando-o de lado junto com o pijama que eu já tirara. Escolhi uma roupa qualquer que combinasse com meus sapatos novos, penteei meus cabelos para trás e joguei uma água no rosto, para despertar e tentar disfarçar as olheiras. Olheiras? Mas é claro, quem não fica com o rosto inchado e ridículo depois de chorar praticamente a noite toda, porque descobriu que seu EX-namorado tinha um caso antigo com uma vadia qualquer. Isso explicava a TV ligada, os chocolates jogados embaixo da cama e as olheiras, claro.

Preparei um café com toda a pressa do mundo, e é óbvio que alguma coisa tinha que acontecer: metade da xícara caiu sobre minha roupa, obrigando-me a colocar uma blusa que me deixava gorda e que não combinava com meus sapatos. Isso sem falar da língua queimada e da sujeira no chão.

Nem me preocupei com a bagunça do apartamento, trancando a porta e torcendo para que um taxista estivesse trabalhando hoje. Torci meu pé enquanto corria pelas escadas e pisei em um chiclete assim que pisei na calçada, pra completar o desastre dessa manhã que envolvia meus pés.

A rua estava praticamente deserta, com exceção de um casal de idosos simpáticos que faziam seu passeio matinal e uma mulher cheia de sacolas de presentes. É, acho que um homem com olhos puxados e voz rouca não gostava muito da folga que o Natal nos proporcionava. Pelo menos me proporcionava.

Acenei para dois taxistas que passaram reto e se desculparam com acenos, até que um homem parou rente à calçada com seu sedan vermelho e lustroso, dizendo que estava livre: um táxi, aleluia!

Entrei na porta de trás e joguei minha pasta e minha bolsa de lado, passando o endereço para o taxista, que acenou com a cabeça e seguiu para o destino. Ah, permita-me sublinhar que ele sequer disse um 'bom dia, senhorita!' ou mesmo um 'olá garota que usa uma blusa que não combina com os sapatos!'. Nada, nem mesmo um olhar de desprezo! É, pelo jeito acabei de encontrar mais uma pessoa para a minha lista de pessoas que ignoram o Natal, que por sinal era bem pequena. Nela estavam meu nome, o do meu chefe, o do japonês com cara de estranhamento e esse taxista mal-humorado.

Eu estava remexendo nos papéis que interessava único e exclusivamente ao meu chefe e ao japonês, quando uma voz rouca e grave inundou o silêncio daquela manhã:

- É impressão minha ou você está indo trabalhar? – ah não, ele realmente percebeu minha roupa, minha blusa! Será que estava tão visível assim, que meus sapatos eram vermelhos e minha blusa, verde?

- Ahm... – gaguejei, engolindo a pergunta sobre minha roupa, enquanto guardava os papéis dentro da pasta novamente. – Sim, tenho um negócio importante para resolver hoje. Um japonês resolveu fechar um contrato hoje, e eu tenho que estar lá.

Eu recostei minha cabeça no banco de couro, enquanto o "Hmmmm..." do taxista ecoava pelas paredes do carro. Permiti que meus olhos sonolentos se fechassem e estava prestes a dormir – e tentar voltar ao meu sonho, diga-se de passagem – quando a voz do taxista impediu minha tentativa de soneca.

- Você nem relutou com seu chefe, dizendo que ele podia arrumar outra pessoa para ficar no seu lugar? Afinal, hoje é véspera de Natal.

- Ah, não.

- E por que não?

- Digamos que... eu não tinha nada demais pra fazer por hoje, então por que não ir trabalhar? – eu sorri timidamente, mas presumi que ele não tenha visto. Afinal, ele não tinha olhos escondidos entre seus cabelos curtos e negros.

- Como não tinha nada para fazer hoje? Perus para temperar, saladas para preparar, mesas para enfeitar e presentes para embalar. Como não tinha nada para fazer hoje, todo mundo tem!

- Eu não! – uma indignação mínima apareceu na minha voz: ué, por que eu não podia passar a tarde toda assistindo Friends e comendo pipoca, ao invés de ficar à beira do fogão preparando comidas que eu, particularmente, acho elaboradas demais para o meu nível culinário? – A única coisa que faria hoje era assistir televisão e me empanturrar com comidas PRONTAS, então trabalhar não parece tão... inoportuno, tirando que perderei uns três capítulos de Friends.

- Por que você não comemora o Natal?

- Você não acha que esta conversa está indo longe demais para duas pessoas que se conhecem há tão pouco tempo?

Ele riu baixinho e eu acompanhei o riso abafado, pensando em toda aquela manhã: língua queimada, chiclete, pé torcido, olheiras e agora um taxista à La psicólogo. Qual é, eu não preciso de ninguém que queira me mostrar que o Natal é mágico, porque pra mim ele não é!

- Sinceramente, não te encantam todas essas luzes, as crianças felizes, as árvores de Natal e esse espírito natalino?

- Por que deveria me encantar com isso? – eu estava começando a me irritar com aquele homem que sequer tinha olhado para mim e já queria mudar uma convicção tão minha. – O mundo não é mágico, e por que justamente neste dia ele deveria ficar mágico? Não, a vida real, a que eu e você vivemos, é dura e não tem espaço para pó de pirlimpimpim.

Eu estava arfando de raiva e minhas mãos tremiam quase imperceptivelmente.  Uma raiva estranha me consumia; todo mundo sabia que Natal era um assunto que não se devia discutir comigo, porque essas eram as minhas reações quando uma pessoa vinha tentar mudar meu jeito de ser.

Silêncio.



20h14 |




Two is better than one (Cap. 2)

- Olá Brandon, tudo bem?

- Tudo sim, Sra. Thompsom. Ah, e obrigada por oferecer o almoço, eu sinceramente podia almoçar na escola e vir logo em seguida para cá.

- Ora, já disse que pode me chamar simplesmente de Emily. E... por favor Brandon, você está ajudando a minha filha a não repetir de ano – nisso, minha mãe lançou um olhar severo em minha direção, mas logo tornou a olhar carinhosamente para Brandon. – e ainda não quer que eu te ofereça pelo menos um almoço?

- Ah, muito obrigado Sra. Thomp... ops, Emily.

Pouco tempo depois, meu pai chegou do trabalho e minha mãe serviu o almoço, fazendo questão de deixar a cabeceira da mesa para Brandon – mesmo sob olhares furiosos de papai, que não abria mão do seu lugar por nada. Aparentemente tínhamos uma exceção. Almoçamos rapidamente, para que sobrasse uma parte maior da tarde para que Brandon fizesse alguns números incompreensíveis e contas quilometricamente gigantescas entrasse na minha cabeça. Afinal, o fim do ano estava próximo e eu tinha pouco mais de duas semanas para subir minha nota vertiginosamente. Eu conseguiria. Ou não.

- Hillary? – de repente, sou tirada dos meus pensamentos por um Brandon ligeiramente irritado pela minha falta de atenção. – Hillary, por favor, preste um pouco mais de atenção nessas funções.

Quando percebi, vários livros estavam abertos à minha frente. Já estávamos estudando, e eu sequer percebera.

- Eu estou tentando, mas... ah Brandon, eu não vou conseguir sete pontos e meio numa prova que vai acontecer daqui a duas semanas. DUAS SEMANAS! – meus olhos voltaram a se encher de lágrimas, mas eu tentava segurá-las dentro dos meus olhos por um tempo maior que dois segundos. Ah, perdi.

- O que? Você não vai conseguir? – seus olhos verdes brilhavam mais do que nunca, tentando passar um pouco da sua esperança verde para mim. Ele era minha fonte de esperança inesgotável. – Eu não posso acreditar que você não acredita nos meus superpoderes de professor particular.

Eu dei um riso nervoso e tentei inutilmente lhe explicar que não era ele e sim eu. Eu não conseguiria os sete pontos e meio, eu ficaria detida no terceiro colegial, eu era a fracassada ali! As lágrimas embargaram minha voz, e ele pulou agilmente os livros abertos no chão e sentou-se ao meu lado.

- Você lembra na primeira série, quando aquele garoto de aparência asquerosa e mau-cheiro inacreditável queria namorar você, e você pensou que teria que se casar com ele porque ele simplesmente não aceitava o seu não? – eu acenei com a cabeça e comecei a fitar minhas mãos, lembrando vagamente da história que ele contava. – Pois bem, eu não disse que era o seu namorado eternamente e que não deixaria mais ninguém namorar você? Ele nunca mais se atreveu a cruzar o seu caminho.

- Eu sei, mas...

- E lembra também quando... – ignorando minha tentativa de argumentação, ele ergueu a cabeça e tentava lembrar-se de mais alguma história. Provavelmente. – Ah, na quinta série, quando aquela professora de Geografia te perseguia feito cão atrás de gato? Você tinha medo dela só porque ela era um 'pouquinho' maior que você e dizia que você não era nada. Eu não falei com seus pais e eles, depois de tanto teimarem com a diretoria da escola, conseguiram o afastamento daquela bruxa disfarçada de professora?

- Ok Brandon, mas agora é diferente. Você não pode simplesmente dizer que é o meu namorado praquela prova de Matemática, para que ela vá embora e 'nunca mais cruze o meu caminho'. E meus pais não podem simplesmente obrigar que o professor de Matemática me aprove...

- Eu sei disso.

- Então? Agora você não pode simplesmente dizer que eu estou ferrada e provavelmente retida?

- Não. – eu bufei e voltei meu olhar para os seus olhos, que continuavam a brilhar feito duas esmeraldas lapidadas. – Eu acredito em você, e como em todas as vezes que você precisou, eu estive do seu lado, agora não será diferente.

Eu sorri e senti que a esperança daqueles olhos verdes tinham me alcançado mais uma vez. Se ele acreditava em mim, eu também podia acreditar.

Ah, minha fonte de esperança inesgotável.

Ele sorriu de volta para mim, e pulou novamente para o outro lado dos livros, folheando algumas páginas e rabiscando algo no final de certa página.

- Agora seque essas lágrimas e olhe isso daqui. – ele mordia a ponta de um lápis e apontava um triângulo colorido dum livro. – Para sabermos a soma de...

- Obrigada. – eu sussurrei, e ele levantou a cabeça num repente, olhando afetuosamente para mim e disparando um dos seus melhores sorrisos. – Obrigada.

 

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Hola amadas e amados (é, porque agora o Murilo lê meu blog, OMG!) *-*

Tudo bem com vocês?

Eu queria agradecer pelos comentários, dizer que essa foto foi uma das melhores que consegui achar pra essa parte do conto e que... ah, já ia esquecendo de divulgar aqui. JUSTAMENTE aqui.

É que a Coluna da Cary foi indicado para uma premiação, e eu queria pedir o voto de todos vocês que gostam do meu blog: divulguem nos seus blogs, Twitter's, Orkut's, Facebook's e blábláblá; peçam pros amigos votarem e por aí vai.

O link é esse, galerinha: http://www.orkut.com.br/Main#CommPollVote?cmm=60772101&pct=1259583415&pid=1527315732

Então... é isso! :)

Beijos&tudodebom pra vocês *: <3



18h37 |




Two is better than one (Cap. 1)

O sinal para o recreio bateu, tarde demais pelo meu ponto de vista: briga com as melhores amigas, uma nota vermelha que podia acabar com meus planos de passar de ano direto e... ah, o mundo parecia melancólico demais. Mas, incontestavelmente, a briga era a pior coisa. Não aguentava mais ter que compartilhar aquela sala de aula com as meninas, que agora me ignoravam completamente e contavam segredinhos entre si, tomando todo o cuidado para que eu não ouvisse uma palavra sequer sobre o assunto que fofocavam. O que foi, o meu cabelo estava armado ou tinha alguma coisa no meu dente? O QUE FOI?

Não queria esperar ninguém para dividir uma lata de refrigerante ou qualquer coisa parecida (ou melhor, talvez elas não quisessem mesmo dividir mais nada comigo. É.), então desci correndo as escadas para o pátio e logo arrumei um canto meio escondido entre o canteiro de flores e os bancos de alvenaria. Abraçando minhas pernas e escondendo minha cabeça entre os joelhos, não consegui conter algumas lágrimas teimosas que caiam sem parar. Eu sou uma tola, eu sei disso. Eu não devia estar me importando com elas da mesma forma que elas não estavam se importando comigo, mas eu simplesmente não conseguia entender isso. Minhas lágrimas não entendiam isso, por nada no mundo.

- Hillary? Hillary, o que aconteceu? – de repente, interrompendo todos os meus pensamentos, eu sinto braços quentes abraçando os meus ombros e puxando-os para o seu corpo, tentando me acalmar de uma coisa que ele sequer sabia. – Por favor, você pode olhar para mim e contar o que aconteceu. Por favor.

Eu ergui minha cabeça e encontrei os olhos verdes de Brandon fitando-me brandamente, esperando que eu contasse de fato o que tinha acontecido ou simplesmente pulasse nos seus ombros e encharcasse sua camiseta com as minhas lágrimas, como já tinha acontecido diversas vezes. Por essas e por outras que ele era o meu melhor amigo.

- Ah, Brandon... – eu pulei nos seus braços e escondi minha cabeça no seu peito, deixando que o resto de minhas lágrimas caísse e que as minhas ideias fossem colocadas em ordem. Afinal, eu não me incomodava em sentir seu perfume inebriante tão próximo, enquanto me convencia de que eu tinha que parar com essa bobagem.

Alguns poucos minutos se passaram e eu ainda sentia os braços de Brandon me enlaçando, enquanto eu mantinha meus olhos fechados e minha cabeça enterrada no seu pescoço. Ele não disse uma palavra sequer, porque sabia que eu precisava de tempo e um pouco de silêncio pra pensar. É, e eu já tinha pensado. Eu suspirei e ele levantou minha cabeça, dando um sorriso torto enquanto esperava que eu simplesmente desabafasse.

- Ok, eu já parei de chorar. – disse, dando um riso nervoso, enquanto percebia que eu realmente tinha molhado a camisa dele. Dei um suspiro rápido e me desvencilhei dos seus braços, encostando minha cabeça no tronco de uma árvore próxima e deixando o caminho livre para que ele abrisse sua latinha de refrigerante. Ele não se mexeu. – Ahm, pode tomar o seu refrigerante.

- Isso pode esperar. E então, você quer ou não me contar o que aconteceu?

- Claro, é só que... eu não queria que você perdesse todo o recreio por minha causa.

- Eu não me importo com recreio, pelo menos não agora. – eu ri timidamente e encostei minha cabeça nos seus ombros.

- Poxa vida, eu acabei de descobrir que tirei uma nota baixíssima em Matemática, correndo praticamente o risco de reprovar o ano, e ao invés das garotas virem falar comigo, não... Ahm, elas estão cheio de fofoquinhas pra lá, pra cá e não me contam nada do que supostamente estão falando. – nisso, eu me virei para olhá-lo e percebi que ele prestava atenção ao que eu falava. – E... não sei, só estou com um péssimo humor, vivendo um péssimo dia.

Ele soltou uma pequena gargalhada e bagunçou um pouco os cabelos castanhos, fazendo com que eu me virasse para ele com uma careta de quem quer dizer 'Ah não, você também vai rir de mim?'.

- O que, você também? O QUE ACONTECE COMIGO HOJE PRA TODO MUNDO ESTAR RINDO DE MIM E... AH!

- Calma Hillary, é só que... lembrei que você está naqueles dias. – ele sussurrava as ultimas duas palavras para que ninguém mais ouvisse, e eu sorri. É, eu estava naqueles dias.

- Brandon, como você sabe disso? Tipo... eu costumo não contar esse tipo de coisas pra você, mesmo que nos conheçamos desde o jardim-de-infância e que você tenha estado comigo no exato momento em que... arrãm, você sabe, isso aconteceu. Como?

- Não sei se você se lembra, mas há aproximadamente um mês você também estava se debulhando em lágrimas porque sua mãe não deixou que você saísse com o Clark, aquele garoto mesquinho de vinte e um anos.

Não consegui contem uma risada rouca quando lembrei o dia em questão: eu realmente estava mal naquele dia, querendo me jogar na frente de um caminhão de mudanças. Assim como hoje. Ele piscou para mim e finalmente pegou a latinha de refrigerante do chão, abrindo-a num estralo rápido e dando um gole nela. Afinal, eu já estava sob controle e não havia mais perigo de que eu pulasse na frente de um caminhão de mudanças.

 

--

GEEEEENTE, saudades enormes daqui! *-*

Espero que gostem dessa história, e se gostarem comentem para que eu continue. Já tenho a história toda pronta, mas vocês podem preferir outra coisa x:

Besos e até breve *:



17h29 |




Só nunca se esqueça...

... que eu te amei de verdade.

 

Você nunca vai compreender o tamanho do meu amor por você, mas eu não o culpo; nem eu consigo ver as proporções que esse amor tão gigantesco e devastador têm. Escapa da minha visão, toma todo o meu coração e domina o meu corpo com uma verocidade impressionante, inimaginável. Cada pedaço do meu corpo, da minha mente e do meu coração te pertence, mesmo que você o renegue do jeito mais dócil e amigo possível. Eu não posso te obrigar a me amar com a mesma intensidade com que eu te amo, e... tudo bem, eu já me acostumei com isso. Com as lágrimas involuntárias, com os apertos profundos do meu coração, com a dor que se fundiu à minha alma. Tudo bem.

Nem todas as palavras do mundo que eu pudesse escrever seriam possíveis para descrever a confusão de sentimentos que se misturam dentro do meu peito: felicidade, ansiedade, dor, saudade, amor... Apenas não se esqueça que eu sou sua e sempre serei sua, não importando as circunstâncias nem a distância que, um dia, poderá nos separar. Eu pertenço a você e sei muito bem disso. Sempre saberei.

Cada sorriso, cada palavra, cada brincadeira, cada toque, por menor que seja, faz com que o sangue se agite loucamente dentro das minhas veias e enrubesça minha pele de um vermelho único. Está fora do alcance das minhas mãos fracas, está fora do poder tão... inútil da minha mente, está impossível tirar esse amor de mim. Impossível.

Eu consigo muito bem continuar meu caminho sem você ao meu lado, afinal sempre foi e sempre será assim. Todo mundo consegue se acostumar com a supressão de alguém ou com uma dor profunda, e por que comigo seria tão diferente? Só te peço uma única coisa, bem pequenina e insignificante: não se esqueça que eu te amei com uma intensidade impossivelmente existente, e que eu nunca vou me esquecer do seu sorriso e da sua voz rouca que me faz sonhar acordada. Mesmo que eu encontre outro alguém que me ame assim como eu te amo agora, você é... eterno e insubstituível; nada e nem ninguém fará com que eu me esqueça de você, simplesmente porque você fez com que eu conhecesse e desfrutasse do mais amargo e inesquecível amor. Eu te amo.

 

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Meu Deus, não consigo acreditar até agora que consegui escrever alguma coisa. É tão... impressionante, porque já faz muuuuito tempo que eu tento escrever e não sai nada apropriado pra vocês, amados. Então, hoje, enquanto ouvia minha TayInspiracion, eu simplesmente quis escrever e... saiu! AAAAAAAAAH *-*

O texto? Completamente fictício, ok? (mas bem que podia pertencer à uma página de um diário meu, um dos beeeem velho)

Então, é isso! Beijos e mais beijos, amor e mais amor *: <3



12h46 |




Eu só... acredito em você!

Eu sei que, um dia, você aparecerá. Eu acredito nisso e não consigo sequer imaginar, por um momento, que você... não existe; que não passa de uma farsa muito bem escrita e desenhada pela minha imaginação.

Eu ainda acredito em você.

Acredito no dia em que trombaremos na esquina da minha casa: você olharia para mim com seus olhos grandes e verdadeiros, pedindo desculpas ao mesmo tempo em que aproveita para descobrir onde eu moro, onde eu estudo, se eu namorava...

Acredito na tarde de primavera em que você apareceria em minha casa, com alguns balões nas mãos e um sorriso convidativo no rosto, dizendo que era impossível esquecer meus olhos (que, sinceramente, não têm 'graça' alguma mesmo!) e que o mínimo que ele podia fazer para se desculpar pela falta de atenção era levar-me até o parque de diversões que se instalara na cidade há alguns dias.

Acredito no dia em que você chegaria à minha casa usando uma calça social de cor cáqui e uma camisa de botões e manga comprida, que em nada combina com seu jeito despojado de rir de qualquer coisa besta e de alegrar até mesmo a pessoa mais carrancuda do mundo: afinal, você conseguiu e consegue me fazer rir. Você se sentaria desajeitadamente no sofá, fitando os ladrilhos da sala, esperando o banho do meu pai terminar. Eu te olharia carinhosamente e apertaria suas mãos entre as minhas, dizendo que meu pai não era tudo aquilo que ele imaginava: um monstro portador de duas cabeças desproporcionais e caninos poderosos.

Acredito no dia em que você chegará com o seu melhor sorriso e um buquê de pequenas flores coloridas escondidos atrás das costas largas, numa tentativa frustrada de me fazer uma singela e ao mesmo tempo significativa homenagem: como se eu não fosse descobrir que aquilo que você segurava atrás do seu corpo fosse um delicado ramalhete de flores campestres. E então eu pularia no seu colo, com algumas lágrimas de alegria escorrendo pelos rostos, agradecendo a Deus simplesmente pela sua existência...

Acredito nas tardes ociosas e tristonhas, em que você olharia carinhosamente para mim e, com as costas das suas mãos, acariciaria meu rosto delicadamente, temendo que qualquer toque fosse capaz de me machucar. Não haveriam palavras e nem conselhos inúteis, apenas um sorriso de compreensão e seus braços abertos para eu me afundar no seu colo e chorar tudo o que meu coração quisesse. Bastaria.

Acredito nas noites que passaríamos acordados na casa dos meus pais, que mal dormiriam por causa da sua presença. Eu sabia que você não faria nada que levantasse tal desconfiança nos meus pais, mas... Sentado sob o chão, com um lápis na boca e incontáveis livros abertos à sua frente, você perderia suas preciosas horas de sono só pra fazer as formulas incompreensíveis de química e álgebra entrarem na minha cabeça e lá ficarem, seja para sempre ou mesmo até a chamada oral da terça-feira. Você se importava comigo, e sequer lembrava que também tinha uma chamada oral na terça-feira...

Acredito nos passeios que daríamos de mãos dadas, pela orla de uma praia praticamente deserta, se não fosse por um vendedor ambulante que encerrava sua jornada de trabalho e por uma mulher de corpo escultural que guardava toda a sua 'tralha' numa bolsa gigantesca: óculos de sol, canga, protetor solar, MP3 e outros objetos indecifráveis. Eu encostaria minha cabeça nos seus ombros, e você beijaria minha testa delicadamente, sussurrando que gostaria que aquele momento durasse pra sempre. Eu sabia que aquilo duraria para sempre...

Acredito no dia em que você simplesmente diria que me amava desde o primeiro encontrão, e que eu era tudo o que ele sonhara. Mas não, você é tudo o que eu podia querer pra minha vida, era a realização dum lindo e doce sonho de amor.

Eu acredito no amor, eu acredito na sua existência. Sem indagações e explicações, eu só... acredito em você.

 

--

Olá colegas, tudo bem?

Pois bem, eu estou viva siiim e não quero e não vou abandonar o meu lindo e adorado blog! O caso é que aconteceram algumas coisitchas, entre elas um bloqueio criativo inacabável, um problema gigantesco na minha Internet e um pouquinho de falta de tempo. Ou seja, não sobrava tempo pra me dedicar ao meu blog como devia. All right, problemas e tudo o mais à parte, eu estou aqui. Yeeeah!

E vou retribuir aos comentários também, só precisarei de alguns dias pra retribuir todos os meus lindos visitantes.

 

PS: querem uma dica? Leiam esse texto ouvido a música L'amore, da Sonohra. Essa música é linda de morrer, e também possui a versão americana – Love is Here – mas eu, particularmente, prefiro a versão original e italiana. Pra quem assiste Malhação, vai logo reconhecer a música: siiiim, é a trilha sonora internacional do casal Caio&Marina, que por sinal, vocês sabem que é meu preferido!

 

Ok, já tagarelei demais por aqui. Beijitos e até breve, se Deus quiser *: <3



19h32 |




Pode até parecer que não, mas ainda dá tempo...

Posso até achar que não, dizendo pra mim mesma que todos aqueles sonhos e vontades loucas que moram num cantinho obscuro e secreto do meu coração, não terão tempo de se tornarem realidade, mas eu estou completamente e irrevogavelmente errada, já que há tempo de sobra pra fazer tudo aquilo que eu sempre quis. Ou melhor, pode até não ter tanto tempo assim, mas pra quê ficar perdendo meu precioso tempo pensando, e não agindo?

É, eu sei que ainda dá tempo de me arriscar a andar numa montanha-russa apavorante, ou mesmo num inofensivo patins. Eu sei que ainda dá tempo de ler todos aqueles livros que eu quero, e também sei que há tempo de sobra pra ver todos os filmes que estão em cartaz no cinema do shopping ou mesmo na locadora vizinha. Eu sei que há tempo para assistir todas as temporadas de Supernatural (mesmo que isso esteja loooonge demais de acontecer!). Eu também sei muito bem que há tempo de sobra pra tomar um simples banho de chuva, pra dançar feito uma doida, sem sequer perceber os olhares de reprovação das pessoas que estão ao meu redor e também de assistir um jogo do meu tricolor no Morumbi. Ah...

É, eu sei que ainda dá tempo de encontrar meu príncipe encantado, num supermercado de esquina ou então numa viagem incrivelmente maravilhosa a Las Vegas; pra tanto não é necessário que eu beije todas as bocas que eu encontrar pelo caminho. Eu sei que ainda dá tempo... de realizar tudo aquilo que eu quero e preciso, basta força de vontade e um pouquinho de sorte!

 

--

Heey giirls, tudo bem?

Por aqui, nem tanto já que nesse momento estou passando mal. É, deve ser algo que comi ou mesmo uma indisposição boba. Vai passar /assim espero. HAHA'

É, vim dar uma satisfação aqui porque eu sei bem que estou sumida demais (acabei de ver que estou postando uma vez por semana. COMO ASSIM?) e que isso é apenas o resultado de uma falta de criatividade constante. É. Mas tudo bem, algum dia ela vai ter que passar também /assim espero, dois. HAHA'

Well amadas, é só isso que tenho pra dizer (ah, já ia me esquecendo: retribuirei as visitas amanhã, ok? Afinal, não estou muito bem e, quando estou assim, só quero fazer NADA. Ou seja, não teria paciência para ler todos os blogs x: Amanhã eu comento, ok?). Beijos e mais beijos na ponta do nariz, até breve *: <3'



20h26 |




Eu acredito em príncipes. Acredito. Acredito.

22/09/1969

- Pai, eu queria tanto namorar a Jessie, do segundo ano, mas não sei o que fazer...

- Ah meu filho, as mulheres não são tão difíceis quanto pensamos. Siga os meus conselhos, aposto que ela se apaixonará por você: primeiro, mostre a ela que você merece a companhia dela. Abra a porta da sala da aula de Biologia pra ela, pague seu lanche e ofereça sua blusa de frio se, por acaso, ela esqueceu a dela no carro. Depois que perceber que ela já está começando a reparar em você, chame-a pra sair. Leve-a num restaurante aconchegante e um tanto quanto romântico, puxe a cadeira para ela se sentar e pague a conta. Converse sobre tudo, olhe nos olhos dela e ouça-a, principalmente; mesmo que o assunto seja... chato. E se ainda assim, se render aos encantos da tal Jessie, peça-a em namoro, com direito a flores e um lugar bem romântico. E se ela não aceitar, é porque não está mesmo gostando de você, filho. Melhor esquecê-la e tentar prestar atenção nas outras garotas... Mesmo que isso não seja fácil.

 

28/08/2009

- Poxa amigão, será que a Kate vai querer ficar comigo? Ah cara, ela tem o corpo mais sexy que eu já vi...

- Claro garoto. Segue o conselho do maninho aqui, que já catou as meninas mais gostosas da escola, incluindo a Megan e a Claire. Chega chegando na mina, falando que achou ela muito linda e que tudo o que mais quer é um beijo dela o mais rápido possível. Não deixa nem ela responder, já parte pro abraço e beije-a: mostra que é o garanhão dos garanhões, e que não nasceu pra brincar... Nossa, já ia me esquecendo brother: se ela vir com aquele papo de namoro, CAI FORA! Diz que tá novo demais pra se prender a uma só pessoa e que está a fim de curtir a vida, a adolescência. Falou?!

 

As coisas mudaram muito, mas acredito que nem tudo está perdido.

 

Toda garota que ouvia, quando pequena, aquelas historias de príncipes e princesas, bruxas e fadas-madrinhas sempre sonhou com o seu final feliz: o tão sonhado dia em que o garoto de olhar encantador e gestos mais encantadores ainda apareceria no final da história, segurando nos braços o seu final feliz. Que atire a primeira coroa quem nunca pensou em ser a princesa do seu conto de fadas preferido...

Sim, eu também já quis ser uma princesa, com direito a um vestido rodado, cheio de anáguas, sedas e rendas: afinal, elas sofrem e sofrem, mas sempre acabam com um "E eles foram felizes para sempre!". Eu também quero ser feliz para sempre, e esse sonho de felicidade envolve um garoto que faça valer o nome 'príncipe'. Não é certo depositar as minhas fantasias e esperanças num sonho de felicidade que eu sequer sei se já nasceu, se procura o mesmo que eu. Mas eu não consigo fugir disso. E acho que a maioria das meninas, mesmo aquelas que saem pra se divertir com as amigas e voltam com o batom borrado por ter beijado várias bocas, espera uma pessoa realmente especial, que faça o mundo parecer mais... simples e as cores, mais róseas.

Talvez seja por isso que o Edward Cullen, Luke Brandon, Landon Carter e até mesmo outros 'Romeus' da ficção ainda conquistam tantas fãs pelo mundo afora, com seu jeito meigo de tratar as mulheres e levar tudo tão levemente, como se a vida fosse uma brincadeira ou um parque de diversões. É, ainda acreditamos em príncipe encantado e justamente por acreditarmos nele é que sonhamos acordadas com esses personagens fictícios. Ora, já que ainda não topamos com um garoto encantador (não necessariamente bonito) na nossa vida, sonhamos mesmo é com essas réplicas perfeitas de príncipe encantado.

Podem dizer que é besteira, cafonice ou mesmo ilusão, mas eu acredito piamente em amor verdadeiro – daqueles que atravessam toda e qualquer barreira – príncipe encantado e final feliz. Não existem comprovações cientificas ou mesmo relatos históricos que provem que os Irmãos Grimm ou mesmo Charles Perrault estavam certos ao dar às suas respectivas princesas – Branca de Neve e Bela Adormecida – o tal final feliz, mas ainda assim eu acredito neles. Eu só... acredito e espero que Papai do Céu não tenha esquecido de mim.

 

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Giiiiiiirls, quanto tempo né?! *-*

Pois bem, já estava com saudades daqui e saibam que não foi só a falta de... criatividade que ocasionou o meu sumiço. Não. O 'ocorrido' foi a pressão escolar: é, eu NUNCA tive uma semana tãaaaao corrida assim. Provas, trabalhos e tarefas que não acabavam mais. Até uma obra de arte eu tive que fazer essa semana. Pois bem, eu comecei esse texto assim que vi o tema no BLK (porque esse foi o tema que eu mais gostei do BLK. Fato.), mas simplesmente não tive tempo pra terminá-lo. Só hoje.

Mas agora creio que terminei de fazer TUDO o que tinha que fazer, então terei uma sexta-feira ótima: siim, agora vou poder ficar na net o quanto tempo quiser, assistir a Becky a tarde toda e adiantar minha leitura. Isso *-*

Ah giirls, e meu aniversário está chegando e eu fico tão... feliz quando falta pouco tempo pra eu fazer aniversário. Ya!

É isso amadas, até o próximo post e muitos beijos pra vocês *: <33'



15h59 |




Just dance, gonna be okay ♪

Trilha sonora: aquela música que toca no filme quando a mocinha chega a sua casa e é surpreendida por um longo e doce beijo do seu marido de olhos claros e sorriso encantador. Ou mesmo quando a vilã comete mais um dos seus crimes estranhamente macabros, seja ele matar uma adolescente por pura vingança ou mesmo colocar duas amigas, umas contra as outras. Filmes possuem trilha sonora; novelas possuem trilha sonora. Será que nós, pessoas completamente normais, que não encontram nada mais que uma pilha de louças sujas pra lavar assim que você chega da escola, e a pessoa que mais se parece com uma vilã que você conhece é a sua professora de matemática, que simplesmente não explica a matéria da aula passada, possuímos trilha sonora? Será que uma vida normal e às vezes até monótona demais para o nosso gosto é capaz de ter uma trilha sonora? É, aparentemente a resposta é sim.

Ora, quantas vezes você não ouviu aquela musica calma, doce e instantaneamente lembrou-se do seu namorado, que você já não via havia alguns poucos dias e por isso estava morreeeeendo de saudades? Quantas vezes você não ouviu a musica nova duma dessas cantoras pop’s que fazem sucesso e lembrou instantaneamente da ultima festa a que você foi? Sim, aquela mesma em que você dançou até as pernas não corresponderem ao seu comando, bebeu algumas e só saiu da boate quando o DJ começou a guardar seus equipamentos. Sim, direta ou indiretamente nós possuímos trilhas sonoras ou mesmo musicas que nos remetem a pessoas ou momentos especiais. E como não sou uma exceção do mundo, é claro que possuo musicas – preferidas ou não – que tem esse pode ou que simplesmente são capazes de traduzir o que sinto e penso.

Quando tudo o que eu mais preciso é apenas esquecer todos os problemas ou mesmo quando quero levantar meu astral, dou play no CD da Lady Gaga. Quando estou romântica e melosa demais, querendo lembrar aqueles dias em que eu suspirava pelos cantos da escola por causa de um amor platônico, não existe ninguém mais perfeito que Taylor Swift e suas músicas doces. Aparentemente suas músicas têm um poder extraordinário sobre mim... Mas se alguma musica diz mais sobre mim do que a "Ever Ever After", da Carrie Underwood, apresente-me porque eu ainda não conheço: afinal, ela diz tudo sobre finais felizes. Sim, aquele mesmo que eu procuro incessantemente e que vocês sabem muito bem!

Parece muito estranho termos uma musica para cada momento, cada lembrança da nossa vida, mas nós simplesmente temos: seja ela para aquela amiga estabanada que vive caindo ou mesmo pro seu primeiro e desastrado beijo. Não existem pesquisas cientificas que expliquem esse fenômeno, mas acho que não preciso ir muito longe para descobrir essa 'presença musical constante': podemos até não perceber, mas tudo tem uma musica e justamente por isso é que certas situações nos remetem a certas musicas. Seja ela irritante ou não, legal ou não: o telemarketing, o seu seriado preferido, a novela do horário nobre e até mesmo o caminhão de gás possuem musicas. Simplesmente não dá pra fugir da música e seus mistérios, porque ela está em todo o lugar. É, ainda bem que não somos capazes de fugir dela...

 

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Ah, eu só queria dizer que sei que está HORRIVEL esse texto, mas de certa forma é assim que me sinto em relação à musica. Não dá pra fugir ou escapar, ela simplesmente está na nossa vida, e já faz parte dela. É, acho que esse foi um dos textos mais pessoais do blog: ficou uma porcaria, eu sei .-. Well, espero que gostem e comentem bastante :D

Beijos e até breve amadas do meu coração *: <33'



19h51 |




Talvez... eu tenha ido longe demais com meus devaneios!

Você tem meu coração em suas mãos e sabe muito bem disso. Aliás, sabe até mais do que deveria saber: talvez esses meus sentimentos devessem ficar escondidos para sempre, num canto inalcançável e completamente obscuro do meu coração. Mas as coisas não saíram como o planejado, e eu fui traída pelos meus próprios instintos, que não consegue se controlar quando você passa perto de mim e esbarra sem querer nos meus ombros. Pelos meus olhos, que insistem em observar cada movimento, cada sorriso e cada careta que você faz ao ver que alguma coisa não está bem. Pela minha pele que insiste em arrepiar e até mesmo suar frio quando você simplesmente passa seus olhos por cima de mim e lança um sorriso que eu nunca decifrei: zombaria, vergonha ou educação? Talvez eu não devesse gastar meu tempo com você, pra simplesmente ficar atenta a cada trejeito novo, a cada sorriso encantador e a cada sorriso enigmático que você dá a garotas que não sou eu. Masoquismo, eu sei. Talvez eu devesse prestar mais atenção em mim, e ver como você me fazia... bem?

A verdade é que eu estou vivendo um doce conto infantil, onde você é o soldadinho de chumbo, que se faz de durão, mas que ainda assim consegue me cativar. Justo eu, a doce bailarina de cristal, que possui os sentimentos tão frágeis quanto seu próprio corpo; justo a única pessoa no mundo que todos diziam ser delicada e dócil demais para se apaixonar por você, aquele rude garoto de olhos doces e coração de pedra. Quem sabe alguma entidade desconhecida resolveu abolir o final feliz de todas as histórias do mundo, e justamente por isso eu vivia suspirando pelos cantos e tentando esconder todos os meus olhares. Acho que esse seja o motivo por você nunca vir falar comigo e somente dar um risinho para mim quando me pegava ali, suspirando feito uma boba. Uma boba apaixonada.

Acho que descobri o enigma de tudo isso: sim, eu estou me colocando na história errada. Creio que eu seja a boba-da-corte do seu imenso e luxuoso castelo; aquela que serve de piada para todos os seus amigos príncipes que só querem saber de mulheres fugazes, garrafas de rum e alguns bailes de gala. Você não consegue mesmo enxergar, ou melhor, não quer enxergar entre a minha maquiagem de palhaço e a roupa cheio de cores e brilho que eu sou completamente e erroneamente apaixonada por você, só por você!

 

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Amadas, como anda a vida? Hein? Espero que bem, já que a minha anda na mesma: nada de festas, fofocas ou mesmo noticias encorajadoras. Bem, eu queria dizer que esse texto é completamente fictício, completamente ook meninas? A verdade é que eu estava com vontade de postar alguma coisa romântica e tudo mais, algo que realmente parecesse o desabafo de uma adolescente apaixonada, já que eu não fazia isso há teeeempos, e até que esse aqui... saiu! Bem melhor que outros em questão, diga-se de passagem.

Ah, também queria dizer que hoje eu assisti a reprise do VMA e quase chorei quando vi o Kanye West pegando o microfone da mão da Taylor e dizendo que quem merecia o premio de melhor vídeo clipe feminino era a Beyoncée. E porque eu achei a sua ação ridícula? Porque ele podia ter sua opinião e depois até dizer o que ele disse, mas precisava estragar o momento da menina?! Ah, e se vocês concordam comigo, leiam esse post também :D http://debbyslm.blogspot.com/2009/09/autentico-ne-sei.html

É isso giirls, beijos na bochecha e até breve amadas *:

 

 

TAAAAAAAAYLOR <33'

 



21h39 |




Entre o bom e o mau humor...

Não é sempre que acordamos com o humor lá nas alturas, sorrindo para o carteiro bigodudo que sempre se esquece de entregar as suas cartas tão preciosas e até pra professora de química que fez questão de manchar o seu boletim para sempre, com uma redonda e gigantesca nota vermelha. Muito pelo contrário, já que a maioria dos dias nós (desculpas se este texto não se encaixa a você, mas acho que a maioria das adolescentes vive nessa montanha-russa.) acordamos extremamente nervosas por ter que levantar cedo para, ao chegar à escola, aprender equações de segundo grau que não ajudarão em nada com a carreira que você pretende servir. Ora, eu nunca ouvi nada sobre resolver incógnitas bem no meio de uma apresentação de dança ou mesmo sobre um médico renomado que precisou descobrir o valor de "y" enquanto colocava um marca-passo num paciente...

É, aparentemente o mundo parece um planeta cheio de cores monocromáticas e pessoas felizes demais para o seu gosto: afinal, que motivos você tem para distribuir sorrisos tanto quanto sua melhor amiga, sendo que você sequer conseguiu ter uma noite de sono digna e agora está com duas olheiras terrivelmente horríveis. Sem falar que hoje, justo HOJE, o garoto mais bonito e que sua mãe certamente pediu aos céus como genro, resolveu pedir o seu livro de português emprestado. Não, você só tem motivos para chorar e, no máximo, dar uma risadinha falsa para a garota que você não suporta e que, milagrosamente, senta na sua frente.

Não, o mundo não é tão bom quanto aparece nos filmes da sessão da tarde e sequer tem final feliz, assim como as novelas que passam no horário nobre. Então, viva a cara truncada e o mau humor inacabável!

É, não vou negar que já cheguei a pensar nisso (e não foi só uma vez, não!). Mas afinal, tenho certeza que todas as pessoas que possuem problemas e mais problemas já passaram por esses dias de revolta, onde nada parece tudo e até os passatempos mais divertidos da vida passam a serem apenas passatempos. Nada mais, nada menos.

Porém, devemos olhar por outro ângulo – mesmo que a sua vontade seja jogar alguém da ponte ou mesmo se afundar dentro dum cobertor, com muita pipoca e chocolate – e ver que a vida não espera o seu nervoso e a sua rebeldia passarem, pra tudo voltar aos seus devidos lugares. Ela simplesmente passa, mais rápido do que nossos olhos podem ver e que nossas mãos possam tocar: ora, quantas risadas e brincadeiras, carinhos e palavras amigas, fatos e fotos não foram perdidas simplesmente porque o nosso mau humor era bem maior que tudo e todos. Quantos minutos preciosos da nossa vida não foram desperdiçados com broncas, brigas e picuinhas? Quantos?

 

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Pessoiiitchas do meu coração, como anda a vida aí do outro lado da telinha? Espero que bem *-* Ah, espero que gostem desse texto que fiz quando estava com o maior mau humor do mundo: yes, eu aconselho os outros mas sequer sigo as minhas palavras.

E me respondam uma coisa, com sinceridade: vocês ainda gostam do meu blog? Não sei, é que os comentários diminuíram muito mesmo e eu fico tão depressiva quando vejo o mesmo numero de comentários. Nada mais, nada menos...

Giirls, é isso ok?! Beijos e muitos beijos açucarados, e até breve. O mais breve possível; haha'



18h10 |




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