Sim, a vida é realmente insignificante e eu acabei de descobrir isso nesse momento, em que o verdadeiro rei do pop morreu. Afinal, quem diria que um dia eu ia ver na tela da televisão a bombástica noticia anunciando sua morte. Michael Joe Jackson. E mesmo que ele seja o cara que supostamente abusava de criancinhas e colocava seus filhos em risco, ainda assim eu adorava suas musicas e nunca achei que era por vaidade que ele clareou sua pele: não depois que eu descobri (o que não faz muito tempo) que ele era negro. Afinal, ele ajudava muitas pessoas, e disso tínhamos provas ao contrario do que diziam as acusações de pedofilia. Se ele era ou não alguém que não merecia o nosso suposto perdão por seus erros, agora não interessa mais, porque ele já não esta mais aqui nesse mundo: e tudo o que sobrou foi suas musicas e sua excentricidade que NUNCA serão esquecidas, nunca!

 

 

Gary, 29 de agosto de 1958 – Los Angeles, 25 de Junho de 2009

 

 



18h19 |




Eu quero! Eu posso?

Não, eu não vou enrolar nem nada parecido, simplesmente vou direto ao assunto: querer é REALMENTE poder? Pois bem, então diga ao senhor que inventou tal ditado que eu quero um namorado "à La Príncipe Encantado", uma labradora amarela e um livro publicado, estilo Best-seller. Conforme eu tinha previsto, nenhum dos itens apareceu à minha frente e no momento eu tenho só uma agenda do Mickey, bem do lado da tela do computador. E só, nada de príncipe ou um livro com meu nome na capa, nada!

Não, eu não acho que querer é poder, porque se fosse assim, todas as mortes e erros humanos que acontecem todos os dias e todas as horas estariam justificados: ué, eu fiquei com vontade de estuprar aquela menininha de sete anos e assim o fiz, já que querer é poder... Simples assim. Mas não, querer não é poder e não sou muito crente nisso de pensamento positivo, não.

Ah, isso não acontece porque eu sou a pessoa mais pessimista do mundo, mas o que acontece é que não podemos dizer que um simples pensamento "feliz" é capaz de realizar meus sonhos e ilusões, porque se fosse assim não existiriam pobres e nem pessoas depressivas. Afinal, quem gostaria de viver embaixo de uma ponte ou então ver o mundo cada dia mais monocromático? Sim, o mundo seria perfeito, sem injustiças ou tristezas (só pra constar que estou falando da Lei da Atração, aquela que não está escrita em nenhum calhamaço de folhas, mas que muitas pessoas crêem e seguem e não do ditado "Querer é poder", ok?! E parabéns a tais pessoas que acreditam no pensamento positivo.)!

Em resumo, eu acredito em tal tese, criada e escrita pela Cary: o pensamento positivo existe sim, e por muitas vezes eu coloquei todas as minhas forças concentradas em um único objetivo. Sim, eu acreditei piamente que aquele menino seria meu, ou então que eu teria minha festa de quinze anos. Pois bem, nada disso aconteceu e simplesmente entendi que o pensamento positivo não atrai nada, até porque não é imã, mas tem a capacidade de nos fazer acreditar, e por vezes até iludir a nossa mente, que passa acreditar em tudo o quanto o nosso pensamento positivo permite. Mais ou menos como os sonhos.

Ok, agora eu preciso ir lá fora pra ver se o grato senhor que inventou tal ditado me manda do céu, vindo dum balão colorido um menino de olhos verdes com um filhote de labrador nos braços e uma pilha de livros, com o meu nome bem grande escrito, em letras róseas e alaranjadas.

  Pauta para o PostIt!



15h57 |




Nunca morre, NUNCA!

Aquela senhora de cabelos grisalhos e olhos tão negros como o ébano eram a maior prova de que ainda existia amor verdadeiro, e ninguém podia confrontar com sua historia de amor. O vento soprava e fazia com que as folhas do bosque fizessem um barulho calmante, as nuvens se mexiam lentamente lá no céu azul, enquanto a jovem senhora estava deitada ao lado de flores vermelhas com pequenas pinceladas amarelas, olhando pro meio do nada: a mente não estava ali naquela lápide nem nas flores perfumadas que a cercavam, muito pelo contrario. Seu pensamento estava longe, muito longe: mais exatamente no exato momento em que conheceu seu primeiro e único amor, aquele que fez com que ela se esquecesse de todas as definições criadas por poetas e filósofos sobre o amor e aprendesse que tal sentimento não podia ser explicado, apenas sentido.

***

Quem diria que aquele passeio com as melhores amigas iria resultar em tudo o que se desenrolou? Tudo era incrivelmente perfeito naquela noite: a boate vermelha estava mais vazia do que nunca e a iluminação não podia ser mais perfeita, não naquele momento. Ela recordava-se de tudo, do exato momento em que o moço de cabelos dourados a tirou pra dançar, e cada palavra que ele dizia enquanto dançavam uma musica totalmente desconhecida e memorável. O vestido azul dançava conforme ele conduzia-a, e tudo o que ela podia observar era aquele olhar penetrante que ele lançava constantemente pra ela: os pés caminhavam juntos, numa incrível sincronia e ela tinha certeza era que aquele moço estranho era mais incrível que qualquer um que ela já tinha sonhado. Sim, talvez ele fosse a realização dos seus sonhos mais profundos e secretos.

Eles estavam próximos demais, e cada um podia sentir a respiração do outro: era incrível como os dois pareciam unidos pelo destino. Incrível. Ate que o momento mais esperado aconteceu e ele, lentamente, se aproximou cada vez mais do seu rosto e com as mãos apertando sua cintura, tocou seus lábios úmidos com certa delicadeza. As estrelas que estavam do lado de fora da boate começaram a aparecer magicamente na sua frente, e o chão simplesmente tinha sumido dos seus pés. E depois desses beijos vieram outros, dessa vez numa praça deserta, habitada somente por dois postes de luzes que não funcionavam direitos e arbustos prontos para florescerem: porque será que o mundo conspirava com tal romance?

Os beija-flores colhiam seu pólen todos os dias, o mundo não tinha parado seu curso e aquele romance que começara numa noite de outubro perdurou por muito tempo, muito mais que qualquer um podia sequer imaginar. O moço de olhos claros fazia cada dia ser mais especial para aquela jovem ingênua, e ela aprendera que o amor se encontrava naquela face sagrada.

Mais tempo se passou e ela percebeu que ele era o homem certo para realizar o sonho de ser mãe e descobrir outro tipo de amor que ela sempre quisera sentir. E assim, nove meses se passaram e resultou numa linda menininha de olhos verdes e cabelos ruivos como o da mãe: mais um anjinho para o mundo, de tão linda!

Sim, e com o nascimento daquela garotinha de olhar curioso, a jovem mãe descobriu algo mais naquele que ela chamava de amor: um ótimo pai, daqueles capazes de perder uma noite de sono só pra poder distrair Anita que perdeu o sono, ou então de agüentar os choros que não cessavam, coisa que por vezes nem ela própria aguentava.

Ele era um grande homem, o seu Super-Homem, que tinha perdido a pele lisinha que já era habitat de alguns pés de galinha e pequenas rugas, mas nem por isso ele deixava de perder a juventude do olhar e a beleza do sorriso: nada tinha acabado entre eles, definitivamente.

A casa que eles conquistaram com muito trabalho, os primeiros passos da menininha ruiva, as noites em que eles dançavam até os joelhos reclamarem, o beijo mais doce de bom-dia, os dias que iam e vinham, as risadas diárias e a noite em que algo mais forte que o amor daquele casal teve forças para separá-los: a morte.

Ela não conseguia acreditar que aquele amor ia acabar assim, do nada e não suportava mais o sofrimento da sua filha, mas ela tinha que ser forte, mais do que a morte que quis medir forças com o seu amor pelo moço de olhar transparente: não, nada e nem ninguém seria capaz de acabar com tal amor.

Vários anos se passaram. O cabelo que antes era uniformemente ruivo agora já estava tomado por uma selva de cabelos brancos, e as lagrimas corriam livres por seu rosto enrugado pela velhice, desde o dia em que ele resolveu dizer adeus a esse mundo.

Aquela senhora de cabelos grisalhos e olhos tão negros como o ébano eram a maior prova de que ainda existia amor verdadeiro, e ninguém podia confrontar com sua historia de amor. O vento soprava e fazia com que as folhas do bosque fizessem um barulho calmante, as nuvens se mexiam lentamente lá no céu azul, enquanto a jovem senhora estava deitada ao lado de flores vermelhas com pequenas pinceladas amarelas, olhando pro meio do nada. Uma ultima lagrima escorreu pelo seu rosto e um pequeno sorriso se fez presente: sim, ela estava voltando pro seu príncipe encantado, a mais pura realização dos seus sonhos de amor.

***

Duas lapides instaladas no meio de um coração de flores vermelhas e amarelas, com pequenas borboletas voando em volta daquele bosque e pequenos pássaros gorjeando no bosque. E a seguinte frase estava inscrita, em letras cursivas e profundas em ambas as lapides: O verdadeiro amor nunca morre, nunca.

 

 

 

PS. gente, eu me inspirei em um vídeo da Internet, onde era a musica Only Hope, da Mandy Moore, mas com cenas do The Sims 2. Se vocês quiserem ver, procurem no You Tube e vejam: muito fofo, Yes!



20h49 |




Nova Iorque, 18 de agosto de 2062

 

 

Caro tenente Spock,

 

 

Estou enviando-lhe noticias sobre a investigação do planeta Terra, segundo a missão que o senhor me incumbiu. Afinal, as coisas não estão nada bem por aqui e aquela nuvem de fumaça negra que vimos daí de Marte é bem maior, olhando-se daqui da onde eu estou.

Alguns noticiários tentam esclarecer aquilo que nós, marcianos, já constatamos há muito tempo atrás, não é mesmo tenente Spock? Eles tentam desvendar os segredos do nosso planeta, que na verdade nem chega a existir, e acabaram por se esquecer do seu próprio planeta, do seu próprio lar. Meros tolos...

Ah sim, os cientistas humanóides disseram, em linguagem quase indecifrável, que o motivo da fumaça ter nascido do meio da terra são reações químicas e bluz-bluz-bluz, mas nos sabemos que não é bem isso, afinal as pesquisas não negam: eles mesmos provocaram tal explosão. Fato.

Esses ET's de peles multi coloridas há muito tempo não ligam mais para todo esse planeta azul, que faz o favor de abrigar e oferecer TUDO o que eles necessitam para viver bem. Tudo sobre o que eles querem saber são uns retângulos coloridos e magnéticos que eles chamam de "cartão de credito" e que tem o incrível poder de substituir o dinheiro, além de valorizar demais pedaços de panos que eles usam para cobrir os corpos e que são diferenciados não pela cor ou tamanho, mas sim por uma tal "etiqueta". Sinto informar-lhe, senhor tenente, que eu não sou capaz de esclarecer o que é "etiqueta". Ah, e também se esqueceram do amor-próprio e tudo o que gira em torno disso, assim como o esquema do sistema solar, para simplesmente ficarem incrivelmente vidrados numa caixa de imagens mágica e que acompanha um tal rato, mas leia isso em inglês, caro tenente. O nome é com... com... computador!

É tenente, parece que o mundo deles cansou de tanto mau trato e coisas do gênero e resolveu explodir. Infelizmente, eu digo isso na forma literal. Ah, e se o senhor me permite expressar uma opinião, acho que essa experiência humanóide pode servir de exemplo a todos os seres humanos galácticos: desde aos nossos parceiros marcianos até os donos dos buracos negros e da Via Láctea.

Pois bem, esse é um pequeno relatório que eu envio-lhe sobre a minha estadia nesse planeta extremamente lindo, descuidado e insano que é o Planeta Terra. Ou seria melhor eu deixar esses adjetivos para os ET's que habitam o planeta azul?

 

 

Respeitosamente,

 

 

Recruta Spycer Lay

 

PS. Só pra constar que eu A D O R E I o tema dessa semana do Blorkutando e que eu me inspirei num artigo de John Grogan, que descrevia uma conversa entre um xerife e um empregado que viviam em outro planeta: o assunto de tal conversa era a loucura que o mundo virava em época natalina. BEIJOS BEIJOS girls ;*

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15h33 |




A ditadura da beleza

Padrões de beleza, ditadura da moda... Sim, parece que tudo se resume a isso, já que nada mais é bonito se não for loiro dos olhos verdes, ou então estiloso se não tiver participado do ultimo desfile de Milão. É, infelizmente as coisas andam desse jeito, e simplesmente temos a aparência acima de tudo, inclusive do caráter e do humor. Sim, o mundo anda de cabeça pra baixo e isso ninguém pode negar. Ninguém. Afinal, tudo quanto é coisa que pode ser tida como mídia diz que pra ser bonita tem que ter um corpo bonito e esculpido pelos anjos de Deus, além de termos uma pele de pêssego e cabelos incrivelmente macios e sedosos, assim como aqueles da propaganda de tintura para cabelos. Ok ok, eu não estou desmerecendo a beleza de ninguém e muito menos negando que Juliana Paes e Gisele Bündchen são mulheres lindas e abençoadas por Deus, mas como diz aquele ditado, “a beleza está nos olhos de quem vê”. Então, o meu vizinho pode parecer deslumbrante para mim, ou simplesmente sem-graça para minha melhor amiga, afinal gosto é gosto e não se pode discutir.

Não sou aquele tipo que chama a atenção em qualquer lugar que passo, mas também não sou daquelas de se jogar fora, modéstia à parte. Porem isso pouco me importa: afinal, de que adiantaria eu ser milimetricamente perfeita e esplendorosa, se meu interior fosse vazio assim como as bolas de futebol do meu primo?

Às vezes é mais valido um cabelo ruim e uma pele não tão bonita, se você é cercada de amigos e sabe que alguém SEMPRE vai estar do seu lado quando alguma coisa realmente ruim acontecer: afinal, amigos de verdade não se compram com dinheiro ou então com um punhado de beleza.

Eu prefiro alguém pra poder conversar a ter milhares de colegas que vão se orgulhar de me conhecer simplesmente por eu ser bonita. É preferível que eu não namore e viva encalhada, do que sair em uma noite e beijar quantos eu quiser, mesmo tendo a certeza de que nenhum vai ligar pra mim quando o dia amanhecer. Não, eu não queria ser um poço de beleza e viver escravo de tal, não! Prefiro minha vidinha medíocre, de cabelo que vive de mal com a vida e de espinha que nasce uma vez ou outra, mas pelo menos eu sei que alguém vai me fazer sorrir naquele dia em que o mundo se fechar para mim. Que se exploda a patricinha bonita e fútil da escola, eu quero mesmo é ser feliz!

E pra você que ainda não se convenceu que é melhor nos aceitarmos como somos, sem querer ser um alguém que não nasceu com você, pense que o mundo seria um verdadeiro tédio ambulante se todos fôssemos copias cuspidas de Rob Pattinson e Ashley Tisdale, FALA SÉRIO!

Pauta para o BeeWritter



17h26 |




O curioso caso de Benjamin Button

Não sei, mas aparentemente esse seria só mais um sábado ocioso e de temperatura instável, e que seria aproveitado para botar minhas noticias cinematográficas em dia. Simples. Aparentemente simples.

Um dos filmes em questão era "O curioso caso de Benjamin Button", estrelado por Brad Pitt e outros atores igualmente esplendidos. O enredo, a incrível historia fictícia de um "homem que nasce nos seus oitenta anos de vida e começa a rejuvenescer a partir daí". Aos olhos de quem não assistiu ao filme, esse era apenas mais uma historia simples e completamente louca. Não, definitivamente o filme não se resume a isso.

Eu consegui enxergar nas entrelinhas de cada frase da legenda algo maior, bem maior. E acho que qualquer um enxerga mais que um rostinho bonito, uma linda historia de amor e um enredo inimaginável nesse filme.

Por um segundo, me coloquei no lugar de Benjamin e vi que não seria nada fácil viver em tais circunstancias incomuns. Afinal, o tempo que passava e envelhecia toda e qualquer pessoa, simplesmente tinha efeito contrario sobre mim e meus belos olhos azuis.

Sim, as pessoas que eu mais amasse ficariam cada dia mais velhas, enquanto o dito cujo só me faria bem. E conforme o tempo fosse passando, as tais pessoas acabariam morrendo, uma a uma, enquanto meu coração ficava cada vez mais forte e minhas pernas, mais firmes pra prosseguir a caminhada da vida. Não, melhor eu interromper essa historia por aqui.

Ah sim, e a historia de amor a que eu me referi há algumas palavras atrás, que acontece entre Benjamin e Daisy é invejável. Pois bem, essa é a única palavra capaz de descrever imenso amor, que ultrapassou anos e também circunstancias. Afinal, não seria nada fácil namorar alguém que vai ficando cada vez mais jovem e bonito enquanto rugas vão aparecendo no seu rosto. Ah, e diga-se de passagem que não era qualquer beleza que começava a aparecer na vida de Benjamin, mas sim AQUELA beleza. Mas voltando ao romance dos dois, sim, o amor conseguiu vencer tal provação!

Um simples diário de capa marrom e a historia de vida de Benjamin Button, esse é o filme. Mas por trás disto tudo, existe uma moral incrivelmente bela. Ah, são quase três horas de filme: as três horas mais rápidas e proveitosas da minha vida, ate porque, alem de me trazer tamanha inspiração, me ensinou uma moral que nenhuma pessoa pode explicar, e que simplesmente não pode ser colocado num papel qualquer. Mas que está escrito em letras cursivas e definitivas, bem no fundo do meu coração.

Boa noite, Benjamin.



14h34 |




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